Aplicação de dióxido de cloro em abatedouro de aves

A aplicação de água tratada com dióxido de cloro em abatedouro de aves traz várias vantagens sobre a utilização da água tratada com cloro (na forma de gás: Cl2 ou sob forma líquida/hipocloritos: NaOCl). Um único gerador de dióxido de cloro da JESCO BRASIL pode atender vários pontos de aplicação em um abatedouro. Deve-se levar em conta o ponto de aplicação em que a solução de dióxido de cloro é aplicada em maior concentração. No pré-chiller dependendo do grau de contaminação, pode-se aplicar até 200 PPM para se obter um residual livre entre 0,6 PPM e 1 PPM. Nos outros pontos entre 0,5 PPM e 0,8 PPM deve-se diluir a solução sendo que isso pode ser feito por meio de uma central de distribuição para aplicação em vários pontos. Isso garante uma aplicação segura e sem riscos de intoxicação ou odor forte no abatedouro.

Geralmente, um abatedouro de aves tem o seguinte funcionamento. As aves chegam em gaiolas plásticas e ficam por volta de meia hora sob uma nebulização leve de água fresca para “desestressarem” do transporte. Então, são colocadas vivas de cabeça para baixo em uma corrente transportadora que as leva para dentro do processo. É feito o corte da veia jugular (manualmente ou automaticamente) em seguida as aves entram em um túnel e circulam por um período entre 3 e 4 minutos, onde morrem devido a perda de sangue. O sangue então é coletado e as aves são conduzidas às depenadeiras onde são submetidas a chuveiros com água a aproximados 60°C e às escaldadeiras com água com temperatura próxima dos 85°C para assepsia dos membros inferiores. Atenção: não se deve aplicar água tratada com concentração elevada de ClO2, devido a exudação. A corrente transportadora continua seu curso e, então, são feitas a extração da cloaca e a evisceração via esterno/peito, quando os órgãos internos das aves são depositados sobre o corpo/peito. A correia leva as aves para uma mesa de primeira separação de partes onde, manual ou automaticamente é feita a separação dos miúdos úteis (moela, fígado, coração etc.). Esses miúdos geralmente são depositados em pequenos chillers cuja água deve estar tratada com dióxido de cloro e residual  em  torno  de  0,5 PPM – 0,8 PPM dos demais miúdos ( pulmão/intestinos/etc.), corte dos pés e das cabeças. As aves são recolocadas na corrente transportadora e passam por um chuveiro que faz a lavagem interna e externa da carcaça, neste ponto recomenda-se que a água seja tratada com concentração por volta de 0,5 PPM de ClO2); o transporte segue e é feito o desengate automático ou manual no pré-chiller. O tempo de contato recomendado da ave no pré-chiller é de no mínimo 15 minutos.