Usos de dióxido de cloro em aplicações em alimentos

Vamos tratar sobre a aplicação do Dióxido de Cloro nos alimentos. Iremos verificar a aplicação em laranjas, e em alguns vegetais, na Austrália, na lavagens de hortaliças na Inglaterra e no processamento de camarões.

Processamento de Laranjas - Austrália
Na etapa de lavagem, as laranjas são borrifadas ou imersas em água contendo Dióxido de Cloro. Isso auxilia na
Redução de parasitas como:
Geotrichum Candidum – causador de doenças fúngicas em algumas frutas pós-colheita;
Penicillum Digitatum azul – causador do ‘mofo-azul’ em frutas pós-colheita;
Fungos.

Em cooperação com a Companhia Castle Chemicls – Austrália, foram obtidos excelentes resultados, com a seguinte especificação:

• Dosagem de 2 ppm de ClO2 
• 0,35 ppm ClO2 de residual
• Controle de dosagem via Redox
• Temperatura de 15°C (água de lavagem) e pH 8

Foi necessária a utilização de um sistema de exaustão, entretanto, não houve problemas de odor, nem de alteração no sabor nas laranjas. O tempo de prateleira aumentou cerca de três vezes.

Lavagem de vegetais como cenouras, cebolas
e pimentões

Os vegetais foram cortados e embalados (ex. em embalagens plásticas). E enviados para clientes como supermercados e redes de fast-food
O Cloro, nesse caso, foi utilizado para controle microbiológico tendo sido utilizado com concentrações entre 100 e 200 ppm e com pH frequentemente acima de 7,5. Foram identificados problemas de odor durante o processamento e o cloro não se mostrou efetivo na redução microbiológica.

Uso do Dióxido de Cloro - Inglaterra
A água de lavagem com trocas ocorridas entre 6 e 8 horas e dosagem: 6 ppm
Borrifação com ClO2: Anéis de cebola - 6 ppm; Cenouras - 1 ppm Vantagens:
O tempo de prateleira foi aumentado em três vezes, mas houve uma redução significativa no problema de odor.